sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Apresentação do Projeto Proinfo II
Segue a nossa apresentação sobre nosso projeto Educação e Eleições.
Atividade 4.4 - Planejando a produção de um documento Multimídia
Parte integrante da Atividade 3.4, sobre a elaboração de um projeto a ser aplicado a nossos alunos, a elaboração de um material multimídia foi solicitado para ilustrar melhor seu desenvolvimento. Com a ajuda dos nossos alunos das sextas séries/sétimos anos E e F, montamos "santinhos" eleitorais para a feitura de um vídeo no Windows Movie Maker. O resultado encontra-se abaixo:
Atividade 4.2 - Navegando por vídeos e outra mídias
Indicamos estes portais abaixo para melhor ilustrar o uso das mídias na educação como instrumento capaz de melhorar a qualidade da educação e ampliar nossa capacidade de ensinar bem, associando uma linguagem dinâmica - como o vídeo - e o conteúdo curricular.
É importante destacarmos a iniciativa destes agentes para a melhor ensinarmos/aprendermos. Despertar a criatividade dos alunos é fundamental para a formação de um sujeito integral e as Tecnologias da Informação e de Comunicação são ferramentas que o professor deve manusear de maneira satisfatória a atender estas novas formas de ensinar.
Atividade 3.5 - Revisão do Projeto
Nosso projeto teve como objetivo associar a educação e as eleições. O processo democrático é fundamental para o exercício da cidadania e a construção de um mundo melhor. A escola não pode isentar-se dessa discussão: os alunos têm ciência das mazelas sociais e também das obras em seu benefício.
Alguns pontos que merecem ser revistos neste projeto:
- Tempo previsto: como é um assunto que exige uma abordagem geral e que faça sentido aos alunos, o tempo para refletir sobre democracia, eleições, representação popular deve ser feito em um tempo maior, para melhor aproveitamento do projeto.
- Material: como o tema foi "Educação e Eleições", o material visualizado não podia conter preferências político-ideológicas. Sugere-se que seja consultado o site da Justiça Eleitoral para que a atividade não se torne uma propaganda política.
- Produção dos "santinhos": a proposta é muito válida, pois os alunos apreenderam sobre o valor da propaganda como mecanismo para a conquista de votos. Cada um deles fizeram o seu "santinho" para divulgar a sua plataforma política e aumentar o lado lúdico.
Integrantes do grupo
Almeida Recchia
Diego Danilo Rizzi
Eula Fuini Labigalini
Gilmara Olimpio
Atividade 3.4 - Projeto do Curso
Colocamos abaixo o nosso projeto do curso a ser realizado com nossos alunos, articulando educação e eleições. O tema foi escolhido pois vivemos o período eleitoral e é importante para os alunos saberem e conhecerem melhor o funcionamento da estrutura política e do modo de escolha dos nossos governantes.
Eleições
e Educação – Proinfo II
Conteúdo
Pesquisa e reflexão sobre a importância
das eleições no processo democrático;
Seleção e análise de propaganda
eleitoral (Santinhos) de candidatos do município;
Produção de Santinhos e utilização das
linguagens verbal e não- verbal;
Uso das novas tecnologias na escola.
Objetivo
Articular o conhecimento ao momento
histórico/político/social contemporâneo;
Fomentar o exercício da cidadania;
Promover a Educação para os Direitos
Humanos;
Propiciar a compreensão da realidade
social e de direitos de responsabilidade;
Compreender o tema a fim de utilizá-lo
como recurso de interpretação e transformação da realidade;
Desenvolver a capacidade de reflexão
histórica para formar a consciência crítica;
Apropriar-se dos recursos tecnológicos
para descobertas de informações e transformá-las em conhecimento;
Discutir a importância da democracia;
Aliar linguagens numa única produção (verbal
e visual) com auxílio tecnológico;
Promover a criatividade e o exercício da
autoria;
Relacionar as propagandas eleitorais com
a vida cidadã;
Orientar os educandos para perceberem
que as propagandas eleitorais visam os projetos que os candidatos irão
realizar;
Compreender que todos participam de uma
sociedade injusta/desigual e cada um é responsável por suas transformações;
Conhecer e entender as causas dos
problemas sociais, através de muitas campanhas políticas falsas e mentirosas.
Estratégia
Aula expositiva dialogada;
Pesquisas no Laboratório de Informática
para obtenção de informações sobre Campanhas
Eleitorais;
Avaliação
Confecção dos “santinhos” das
propagandas eleitorais.
Socialização e exposição;
Digitalização dos desenhos e conversão em exposição /vídeo através de um trailler (com
auxílio dos professores) usando o Movie Maker.
Tempo
Previsto
4 aulas
Público-alvo
Alunos da 6ª série/7º ano do Ensino
Fundamental
Professores
e Disciplinas
Almeida Recchia – História
Diego Danilo Rizzi – História
Eula Fuini Labigalini – Geografia
Gilmara Olimpio – Língua Portuguesa
Atividade 4.3- Leitura, Reflexão e discussão sobre Mídia-Educação
As novidades tecnológicas atuam na produção e disseminação de cultura ideológica, provocando a modificação do próprio ser humano. Ocorrendo a apropriação dessas tecnologias crítica e criativamente. Atualmente a sociedade e os meios de comunicação precisam estabelecer um elo educativo e socializado. Daí a necessidade de refletir acerca do papel político, cultural e econômico dessas mídias.
Para ser possível ler em diversas mídias, faz-se necessários textos verbais e não-verbais. A alfabetização e o letramento digital são importantes para uma efetiva alfabetização midiática. Então não existirá mídia que não possa ser utilizada no meio escolar, haja vista que estas pertencem ao mundo contemporâneo ao qual pertencem os alunos.
Exemplo desta reflexão foi a experiência vivenciada em sala de aula. Usamos mídias em um projeto interdisciplinar envolvendo Língua Portuguesa, História e Geografia referente aos meios de transporte utilizados ao longo da história da humanidade. Iniciamos pela exibição de imagens utilizando o data show sobre diversos tipos de transporte usados pela humanidade a partir da invenção da roda até os tempos modernos, como os foguetes espaciais.
Após essa orientação inicial, solicitamos pesquisa na internet e a produção de um vídeo contando a história dos meios de transporte em grupos produtivos. Finalmente os grupos apresentaram suas produções. Momento reflexivo sobre a importância da tecnologia para o desenvolvimento dos transportes, visando a segurança e a rapidez promovidas pelos avanços e criações do mundo contemporâneo.
Integrantes:
Almeida Recchia
Diego Danilo Rizzi
Eula Fuini
Gilmara Olimpio
Atividade 4 - Mídias na Educação
A grande chave do programa de mídias é trabalhar com grupos de maneira produtiva e colaborativa em que haja interação entre os alunos e que a participação de todos tenha importância e significação, pois a cada um cabe uma tarefa para obtenção de um produto final – vídeos, animações, música etc. O envolvimento, desta forma, entre o aluno e os equipamentos digitais, como programas e filmadoras do seu celular, favorece um espaço de produção intelectual cuja autoria discente deve ser valorizada e significativa.
Este processo de produção e autoria deve ser construído por várias mãos, desde a filmagem até a edição de um vídeo, por exemplo. O aluno, sendo produtor e não apenas reprodutor, enriquece o seu envolvimento com a educação. Produzir materiais, neste caso materiais multimídias, estimula-o a converter seu processo de criação e as suas energias positivas em novas criações de conhecimento neste processo de aprendizagem, elevando sua autoestima e o reconhecimento em suas obras.
Integrantes do grupo:
Almeida Recchia
Diego Rizzi
Eula Fuini
Gilmara Olimpio
Atividade 2.9 - Pôster: Redes Sociais
O resumo do nosso projeto sobre Redes Sociais encontra-se no pôster disponível no link abaixo:
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Projeto Educacional - TICs na Educação
Olá a todos e todas!
Compartilharemos com você o nosso projeto educacional usando redes sociais e hiperlinks na elaboração de um trabalho com os alunos. Aguardamos críticas e sugestões! Abraços!
Compartilharemos com você o nosso projeto educacional usando redes sociais e hiperlinks na elaboração de um trabalho com os alunos. Aguardamos críticas e sugestões! Abraços!
PROJETO EDUCACIONAL –
PROINFO II
Atividade 2.6: Planejamento de atividade para desenvolver
com alunos.
ELABORAÇÃO DE BLOG COM HIPERLINKS
Professores envolvidos:
Almeida Recchia - História
Diego Danilo Rizzi - História
Eula Fuini Labigalini - Geografia
Gilmara Olimpio – Língua Portuguesa
Tema: Redes Sociais
Objetivo: Discutir a importância deste espaço virtual na
construção de vínculos sociais.
Público-alvo: Alunos do Ensino Médio.
Tempo para desenvolvimento: 4 aulas.
Desenvolvimento:
- · Pesquisar na internet sobre as variadas redes sociais que fazem parte do público juvenil (Facebook, Orkut, Twitter, Tumblr, Badoo, etc);
- · Elaborar textos curtos dizendo sobre a pesquisa feita. Neste texto deve haver informações curtas sobre a rede social em questão e montar hiperlinks direcionando o usuário para maiores informações sobre conceitos ou referências que o grupo considerar importante.
- · Socializar a pesquisa para os demais grupos.
- · Elaborar o blog e cada grupo será considerado um post para publicação.
Estratégias
·
Intervenção do professor na elaboração dos
textos e do blog.
·
Concomitante à pesquisa, inserir a reflexão: a
rede social ajuda na construção de vínculos sociais?
Avaliação
·
Feitura do blog.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Trabalho com imagens
Veja as duas imagens abaixo:
As promoções, as cores, os desenhos: quais desejos sentimos quando ganhamos ou comemos algo que vimos na TV ou na internet?
Texto para reflexão
24/04/2012
POR ROSELY SAYÃO
Qual educação alimentar temos praticado? A educação das refeições rápidas compradas prontas
Eu estava fazendo compras em um supermercado quando uma consumidora chamou minha atenção. Era uma jovem mulher acompanhada de sua filha de mais ou menos cinco anos.
O que despertou meu interesse foi o fato de a mãe dialogar com a filha o tempo todo. Falavam sobre as compras, a filha fazia perguntas e a mãe respondia de bom grado e com uma linguagem bem adequada para a criança. Todas as respostas fornecidas pela mãe continham informações corretas, mas eram adaptadas ao universo da criança dessa idade.
Não é mais tão comum assim vermos pais e filhos conversarem quando fazem um passeio juntos ou compras, como era o caso.
Quase toda a comunicação que vejo nessas situações se restringe a ordens, proibições, reclamações e pedidos.
A partir daquele momento eu me esqueci da tarefa que precisava realizar e passei a acompanhar tanto as compras quanto os diálogos travados entre mãe e filha.
Com toda a atenção voltada para as duas, notei que a cada alimento comprado a mãe repetia a mesma frase: "Esse vamos levar porque é saudável".
Como a garota não perguntou o significado dessa palavra, presumi que "saudável" já fazia parte de seu cotidiano.
Meu passeio estava delicioso, mas chegou um momento em que ele se transformou em uma maravilha. Foi quando a garota pediu à mãe que ela comprasse um pacote de biscoitos -o que foi de pronto negado.
Sem expressar nenhuma reação mais forte perante uma vontade sua que não seria satisfeita, a menina perguntou: "Esse nós não vamos comprar porque ele é doente?".
Pronto: depois de ouvir isso eu já podia seguir com minhas compras, e fiz isso. Mas é claro que a cena que eu testemunhara me faria pensar.
Lembrei-me logo de uma notícia que lera no mesmo dia segundo a qual quase metade da população brasileira apresenta excesso de peso. Essa notícia, fruto de uma pesquisa realizada no país todo, teve grande repercussão e muitos especialistas -médicos e nutricionistas, em especial- foram convocados a opinar e a orientar a população a respeito da boa alimentação, ou melhor, da alimentação saudável.
Dias depois, recebi a mensagem de uma leitora que, preocupada com a obesidade infantil, me perguntava se não seria interessante que as escolas adotassem em sua prática uma disciplina chamada educação alimentar.
Qual educação alimentar temos praticado com as crianças e os jovens? A educação do chamado "fast food", ou seja, refeições rápidas, compradas prontas ou ingeridas em lanchonetes, por exemplo. Observar as lancheiras das crianças nas escolas nos permite essa constatação: algumas levam lanches caseiros, mas uma grande parte leva merendas industrializadas. Ou "doentes", como diria a garota de cinco anos que encontrei no supermercado.
Creio que todos que têm filhos devem se lembrar de uma refeição simples, mas muito gostosa, feita por mãe, avó, tia, pai ou todos juntos. Não era preciso ter preocupação se o alimento era ou não saudável: o fato de a refeição ter sido feita em casa, com afeto, já era um sinal de que só poderia fazer bem. Fazia. E, além de tudo, era muito gostosa.
Mas parece que o estilo de vida que adotamos não mais comporta mãe fazendo comida para os filhos, lanche para levar à escola, bolo para a festa de aniversário etc. Se há quem faça, por que deveríamos fazer?
O resultado disso é que quem responde pela tal da educação alimentar dos mais novos é o mercado do consumo. O excesso de peso, inclusive de crianças, é fruto desse fato.
Poderíamos fazer uma campanha pela alimentação gostosa, em todos os sentidos. Lancheiras amorosas, por favor! As crianças agradecem.
ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?" (Publifolha)
Folha de S. Paulo, Equilíbrio, 24/4/2012
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/38864-lancheiras-amorosas-por-favor.shtml
Outro lado da moeda
Você concorda?
A editora jurídica Rosana Simone Silva conta que cresceu assistindo a publicidade e não vê como as crianças podem crescer longe de tudo isso. Segundo ela, não existe nenhum problema em assistir propaganda, mas ressalta que essa publicidade precisa ser feita com muito cuidado, respeitando os limites imposto pela lei e pela regulamentação. Ela lembra que a criança se torna consumista não pela publicidade, mas porque nossa sociedade é assim.
Fonte: http://www.somostodosresponsaveis.com.br
Sobre legislação e propaganda infantil
Estava bisbilhotando este mar de coisas que é a internet e vi um blog - Registrando Cidadania - que fala sobre os limites impostos para a publicidade infantil. Afinal, ninguém nasce com desejos de comprar. É uma construção. O texto também menciona a Lei 5921/01 determinando regulamentando e proibindo certas propagandas para o público infanto-juvenil. Para melhor entender do que se trata, vai o link do blog http://registrandocidadania.blogspot.com.br/2010/06/crianca-tem-direito-consumir.html para discussão.
Contudo, vamos aprofundar a discussão: a lei barra EFETIVAMENTE os comerciais? E a internet, espaço virtual que ganha cada dia mais a preferência das crianças e adolescentes, pois a dinâmica e as cores e as imagens e os áudios são intensos e chamativos, há algum controle do poder público e dos pais para evitar a disseminação da propaganda? Ou estamos amamentando nossos filhos com valores de uma sociedade consumista para acalmá-los?
Eu, etiqueta e coisa
A arte imita a vida ou a vida imita a arte?
Carlos Drummond de Andrade, um dos maiores poetas da literatura nacional, escreveu sobre as marcas que nos constroem em coisas.
Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
De alguma coisa não provada
Por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências.
Costume, hábito, permência,
Indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade,
Trocá-la por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
Tão diverso de outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solitário
Com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro.
Em língua nacional ou em qualquer língua
(Qualquer principalmente.)
E nisto me comparo, tiro glória
De minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
Que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
Meu gosto e capacidade de escolher,
Minhas idiossincrasias tão pessoais,
Tão minhas que no rosto se espelhavam
E cada gesto, cada olhar
Cada vinco da roupa
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo dos outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mas artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.
Carlos Drummond de Andrade, um dos maiores poetas da literatura nacional, escreveu sobre as marcas que nos constroem em coisas.
EU ETIQUETA
Carlos Drummond de AndradeEm minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
De alguma coisa não provada
Por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências.
Costume, hábito, permência,
Indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade,
Trocá-la por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
Tão diverso de outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solitário
Com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro.
Em língua nacional ou em qualquer língua
(Qualquer principalmente.)
E nisto me comparo, tiro glória
De minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
Que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
Meu gosto e capacidade de escolher,
Minhas idiossincrasias tão pessoais,
Tão minhas que no rosto se espelhavam
E cada gesto, cada olhar
Cada vinco da roupa
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo dos outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mas artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.
Os bons são maioria... Compre Coca-cola!
Os bons são maioria. Se tem uma coisa que as propagandas estimulam é a necessidade de sermos a maioria. Unicamente iguais a todos. O comercial acima da Coca-cola defende que, se somos maioria, somos bons. Compre Coca-cola!
PS: Não é por que estamos criticando os efeitos da propaganda e do consumo que não achamos este comercial um ótimo comercial.
Pequenas crianças, grandes negócios
Como negar um pedido para seu filho ou sua filha? Seja para agradar ou para sossegar a insistência dos pequenos, comprar um produto é comprar uma ideia, um valor social. Até que ponto a vontade é individual? Até que ponto é um prazer construído?
sábado, 31 de março de 2012
Para começo de conversa...
Somos professores da E.E. D. Elvira Santos de Oliveira e iniciamos este blog para partilharmos nossas ideias e projeto do curso Tecnologias na Educação.
Forte abraço!!!
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